Container

Tema

Notícias

Criação de novas siglas e filiações repentinas também impactam no Rio Grande do Sul

Publicado 09/10/2013 09:50

Iuri Müller, do Sul 21

Desde sábado (5), prazo limite para a homologação de novas legendas para as eleições de 2014, dois novos partidos passam a compor o já complexo panorama eleitoral – além da inesperada aliança da Rede Sustentabilidade com o PSB, que passa a abrigar a proposta de Marina Silva dentro dos seus quadros. As mudanças, que repercutiram na Câmara dos Deputados e no Senado, também atingiram a conjuntura do Rio Grande do Sul.

O Solidariedade (SDD) – que leva o número 77 – e o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) – que aparece com o número 90 – nasceram, os dois, com mais de vinte deputados federais. O primeiro foi criado a partir da iniciativa do deputado paulista Paulinho da Força, que deixou o PDT para empreender a nova legenda. No Rio Grande do Sul, o Solidariedade conta, por exemplo, com o deputado estadual Cassiá Carpes, ex-PTB, e o vereador de Porto Alegre Cláudio Janta, ex-PDT.

“A nossa proposta é discutir a política com objetividade”, afirma Cláudio Janta, que deixou o trabalhismo após se decepcionar “a falta de pragmatismo do partido” e a “indecisão antes de cada eleição”. “Não queremos discutir somente a questão ideológica, mas sermos pragmáticos e objetivos. Temos uma agenda dos trabalhadores, que inclui a redução da jornada de trabalho, e temos agendas da sociedade, como os postos de saúde que funcionam 24h por dia e melhorias no transporte público”, afirmou Janta.

O vereador afirma que “ainda está em discussão” a postura que o Solidariedade deve manter em relação ao governo da presidenta Dilma Rousseff, ainda que o deputado Paulinho da Força, o mentor da legenda, se defina como um opositor do governo federal. Para 2014, é possível que o Solidariedade busque justamente no PROS, a outra sigla recém criada, o apoio para construir as alianças eleitorais. Ao contrário do SDD e da própria Rede de Marina, o PROS foi construído a partir de um trabalho silencioso.

Bernardino Vendruscolo, também vereador em Porto Alegre, deixou o PSD para se juntar ao PROS na Capital. Para Bernardino, que assume interinamente como o presidente do partido no Rio Grande do Sul, o PROS ainda contabiliza o número de parlamentares que passaram a integrar a sigla no Rio Grande do Sul. “A verdade é que esperávamos contar com um deputado (gaúcho). Como não foi possível, acabou sobrando para mim”, contou.

No site oficial do partido, o presidente da nacional da sigla, Eurípedes Júnior, afirma que a principal bandeira do PROS “é a redução de impostos e o fim da parafernália que é o atual sistema tributário”. Eurípedes, com trajetória política em Goiás, já integrou também o PRP e o PSL.

Lasier Martins será candidato ao Senado pelo PDT

Nesta segunda-feira (7), o comunicador do Grupo RBS, Lasier Martins, afirmou que deixa a empresa para concorrer ao Senado pelo PDT. Também funcionário da empresa, o jornalista André Machado já havia anunciado que deixa o Grupo RBS para concorrer como deputado federal pelo PC do B. Para Romildo Bolzan, presidente estadual do PDT, a “decisão de Lasier se justifica por si só”.

Para Bolzan, o comunicador optou pela legenda “por uma causa, que é a educação”. “Além disso, Lasier se filiou pelos vínculos que mantém com o trabalhismo. É uma questão cultural no Rio Grande do Sul, não tem, nas famílias gaúchas, quem não tenha alguma relação com o trabalhismo”, explicou Bolzan. O presidente do partido no estado confirmou que Lasier Martins será o candidato pedetista ao Senado, condição estabelecida para que a filiação ocorresse.

“A Rede não migrou para o PSB”, afirma Gisele Uequed

Para a advogada Gisele Uequed, uma das apoiadoras da Rede Sustentabilidade no Rio Grande do Sul, o projeto de Marina Silva permanece existindo com traços próprios – mesmo após a filiação da ex-senadora ao PSB neste sábado (5). “A gente não trata como migração ao PSB, mas como uma filiação democrática, tanto que o PSB reconhece a Rede como partido político. Temos uma coligação relativa à presidência da República, com Eduardo Campos, que não necessariamente tem a ver com os estados e os municípios”, justificou Gisele.

Gisele lembra que a Rede coletou 49 mil assinaturas no Rio Grande do Sul e que o processo de criar a rede no estado permanece mesmo após “o golpe à democracia” pelo qual a proposta passou. A militante ambientalista afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral atuou como “tribunal estritamente burocrático, aritmético” e que a intenção da Rede não terminava nas eleições de 2014, mas que “apenas passava por ali”. “Agora é preciso conversar com os enredados (os militantes da Rede) e discutir sobre tudo o que aconteceu nos últimos dias”, completou.

Fonte: Sul 21

Compartilhe

Delicious Digg Google Bookmarks Mixx MySpace Reddit Sphinn StumbleUpon Technorati RSS

Deixe um comentário

ATENÇÃO: O comentário não exige identificação e somente será publicado quando aprovado pelo editor do site.

Siga esta matéria

Informe seu nome e e-mail abaixo para o sistema enviar um aviso quando houver atualizações nos comentários desta matéria.

CanguçuCenter, o portal de negócios do município de Canguçu

Canguçu, 20 de Agosto de 2019

Lojas

Mala Direta

Identifique-se

Painel de Controle

Interna 01

Interna 02

CanguçuCenter

Endereço: Rua Lúcio Nunes Rodrigues, 42 - Centro - Canguçu - RS - CEP 96.600-000

Telefone: (53) 3252-2262 - Celular: (53) 9112-4789 -

Tema1

Tema2

Tema3

Tema4

Tema5

Tema6

Plataforma Portais Eletrônicos